Outras culturas, entre elas os Egípcios, Malaios e Africanos, usavam flores para tratar seus desequilíbrios emocionais. No folclore Europeu há registros sobre as propriedades curativas das flores desde a Idade Média. No século XVI o grande curador e místico Paracelsus recolheu orvalho das flores para tratar os desequilíbrios emocionais de seus pacientes. Na verdade, em todos os tempos, sempre houve pessoas que se dedicaram a estudar, desenvolver e praticar técnicas de cura e harmonização com as essências florais.
O Brasil sendo um país tropical, ou seja, tem Sol o ano todo, tem o privilégio da exuberância de sua natureza com as suas flores e onde as pessoas são mais alegres e sensíveis, é um dos grandes propulsores da terapia floral no mundo. Hoje, temos profissionais de todas as áreas da saúde interessados nas essências florais que são naturais, sem contra-indicação, sem efeitos colaterais e podem interagir com outros medicamentos alopáticos, homeopáticos e fitoterápicos.
No Brasil, outro conjunto de estudos de casos e depoimentos, envolvendo o uso dos Florais de Minas, foi também divulgado (Breno Marques e Ednamara Vasconcelos, As Essências Florais de Minas- casos clínicos e depoimentos- Vol.1,1995). Todavia, o trabalho sistemático e pioneiro de pesquisa em moldes acadêmicos iniciou-se na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UNB), através do matemático e educador Almir Flores, com a dissertação de mestrado intitulada Rito -Communitas Pedagógicas. Neste trabalho, o pesquisador inseriu as essências florais numa ampla e revolucionária proposta metodológica e reiterou sua definição conceitual: de fato a essência floral não é um médico(a)mento mas sim um educo(a)mento. Os florais não deveriam ser instrumentos curativos empregados unicamente por médicos, mas principalmente por educadores ou curadores da alma. Concluiu o autor: "A utilização das essências florais em uma Rito-Communitas tem sua unidade de significado destacada na condução do sujeito, que delas se apropria, a exercer o papel filosófico-mítico-científico requerido do ser-no-mundo, gerando no ser individual/coletivo a construção do conhecimento de forma integrada. O facilitador dessa harmonização é a intencionalidade. Observar atentamente a descrição de um caso é perceber a ação integrada da essência floral no ser-que-é-sendo, no ser-que-conhece-conhecendo... expressando e dando forma às situações e emoções que são as características pessoais que dificultam o seu aprendizado maior no mundo...experienciando o fenômeno ...pesquisando, manipulando e formulando sobre o conhecimento adquirido...retornando à família, buscando também sua cura, é apropriar-se do que fora apreendido e atuar sobre o coletivo".(Almir Flores,Rito-Communitas Pedagógicas,1997).
Outro trabalho científico foi apresentado na Faculdade de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo(PUC-SP) pela socióloga Fátima Perurema, através da tese de doutorado intitulada O Amor Fazendo Gênero. A autora analisa o contexto sociocultural dos terapeutas florais e de seus clientes e o papel do gênero feminino na germinação e propagação da terapia floral no Brasil, em especial, no Rio Grande do Sul. A pesquisadora insere a terapia floral dentro de uma corrente dinâmica de mudanças paradigmáticas, silenciosas, revolucionárias e transgressoras, conduzidas pelo feminino. A força geratriz e propulsora deste movimento teria seu núcleo arquetípico central situado nas camadas mais profundas do inconsciente coletivo, onde estaria armazenada a constelação psicológica do AMOR, o modo feminino de gerar, nutrir, proteger, curar, consolar, sentir e viver (Fátima Perurena, O Amor Fazendo Gênero, 1999).
Monografias e Estudos de Casos nas Faculdades
Com o advento pioneiro do curso de especialização em terapia floral conduzido através de um convênio entre a Faculdade de Ciências da Saúde do Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos (IBEHE; São Paulo) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), centenas de monografias, envolvendo o uso das essências florais em diversas áreas e com numerosas descrições de estudos de caso , foram publicadas, destacando-se dentre elas:
* As Essências Florais como Suporte Terapêutico – Gastrites em Eqüinos (Bárbara Goloubeff, médica veterinária, 2000);
* Terapia Floral no Tratamento da Gagueira (Maria Cristina Santos, fonoaudióloga, 2000);
* Rescue Remedy aplicado na terapêutica odontológica (Aino K. Rueger, cirurgia-dentista, 1997;
* Florais de Bach e seus efeitos em sistemas biológicos simples (Maria de Lourdes Wiendl, farmacêutica, 1997);
* Terapia Floral: um método holístico no tratamento das dores (Marlene V. Simões, médica, 1997);
* O Uso do Fitofloral Hormina na Terapia de Reposição Hormonal (Rosa Maria Peres, terapeuta floral, 1997;
* A Terapia Floral, com o uso dos Florais de Minas associada ao Atendimento Psicopedagógico (Héllen A. Carvalho, terapeuta floral e psicopedagoga, 2002),
* O Uso das Essências Florais no Ambiente Empresarial (Maria Magdalena T. Boog, psicóloga, 1997);
* A Atuação das Essências Florais no Tratamento do Estresse (Elisabete F.A. Aranha, terapeuta floral, 1997;
* O Uso da Arnica e Mimosa no Pré e Pós-Operatório na Blefaroplastia Estética (Maria Helena Santos, médica, 1997);
* A Terapia Floral no Orfanato (João Carlos Tyll, médico, 1997),
* As Essências Florais de Bach como um recurso auxiliar no Tratamento do Medo Odontológico (Wilma Arruda Marcondes, odontóloga, 1997);
* O Uso do Fitofloral de Minas – Ventilian – na rinite alérgica (Maria Cristina L. Souza, terapeuta floral, 1997;
* A Terapia Floral como Facilitadora no Processo de Aprendizagem (Márcia di Giovanni, pedagoga, 1997;
* Cristalizações Sensíveis de Essências Florais (Beatriz R. Assumpção, ambientalista, 1997);
* Avaliação Energética dos Fitoflorais – Victris-H e Victris-M em Seres Humanos através do Método Kirlian de Fotografia (Maria José Gonçalves, terapeuta floral, 1997).
Fonte: Adaptação do texto contido na Bula dos Fitoflorais produzidos pelos Florais de Minas