O piscar lubrifica os olhos, mantendo-os limpos e permitindo a manutenção dos músculos em seu estado tônico e regenerador, favorecendo a circulação linfática em torno dos olhos e facilitando a circulação sangüínea no fornecimento de nutrientes e oxigenação, bem como, eliminando os catabólicos. A piscadela não deve se constituir um vício. Deve ser periódica, cerca de 2 a 3 vezes ao dia, durando cerca de 5 minutos de cada vez. A piscadela pode ser alternada com o pestanejar, que deve durar cerca de 5 segundos de olhos fechados fortemente, estimulando, assim, o tônus muscular da região palpebral e aumentando o fluxo sangüíneo dessa região.
Difere da fixação irreverente e exagerada. A mente e os olhos devem ser fixados, sincrônica e coordenadamente, em torno de pequenas áreas de cada vez. Quando se procura ver a maior área possível, perde-se a capacodade de focar e manter harmônica a tonicidade muscular dos olhos e a visão poderá desenvolver cansaço desnecesário.
Parece antagônico ao hábito anterior, porém não o é. Neste exercício procure mover os olhos lentamente para cima e para baixo e para os lados.
Para diversos problemas visuais é o melhor exercício, pois repousa e fortalece as vistas:
Enquanto estiver neste exercício, procure não pensar em problemas e, sim, em fatos e coisas alegres e salutares.
O palming deve ser feito, preferencialmente, à noite, antes de dormir, facilitando um sono restaurador. Para os míopes, as sessões devem ser mais curtas; para a presbiopia e hipermetropia, mais longas (cerca de 10 minutos). Em casos de glaucoma, acompanhar com prática de jejum controlado.
É o melhor complemento para os exercícios anteriores, fortalecendo profundamente todo o sistema ocular. Manter-se de pé, com o afastamento de 20 a 30 cm entre os pés. Virar o corpo para a direita, levantando, ao mesmo tempo, o calcanhar do pé direito. Depois, inverter fazendo um giro de 180°, da direita para a esquerda, levantando-se o calcanhar do pé direito, enquanto o da esquerda pisa no chão.
E, neste girar, da direita para a esquerda e vice-versa, mantendo o corpo levemente inclinado, fazer cerca de 5 minutos diários. Um dos braços poderá ficar esticado, com o polegar para cima e os olhos fixos, acompanhando-o e sentindo o "deslocamento" do ambiente onde se realiza a rotação/balanceamento. Se sentir tonturas, deve parar.
Procure ler o quadro de Snellen com uma das vistas e depois com a outra e, posteriormente, com as duas. Procure orientação quanto à distância e luminosidade para a leitura.
À distância, colocar um pêndulo e olhar acompanhando-o, cerca de 2 a 3 minutos. O pêndulo pode ser suspenso por um barbante de 50 cm e a pessoa deve ficar cerca de 5 metros de distância.
Aproveitar o Sol matinal ou do entardecer. Deitar-se e procurar visar ao lado do Sol. Não olhar diretamente para o Sol. Então, fechar e abrir os olhos, durando cada vez (fechado e aberto), 10 seundos. Fazer este exercício cerca de 10 minutos diários ou dias alternados.
Movimentos oculares em círculo (primeiramente no sentido horário e, posteriormente, no sentido anti-horário). No começo, fazer poucos movimentos, aumentando com o tempo, tanto num snetido como no outro. Fazer 10 vezes num sentido e 10 no sentido contrário, sem, no entanto, ficar tonto. Se isto ocorrer, deve-se para imediatamente e, no dia seguinte, fazer menos vezes, até ter o número ideal de movimentos.
Movimentos oculares laterais. Olhar com os dois olhos para o lado direito e, depois, para o lado esquerdo, forçando a musculatura à máxima elongação lateral. Neste exercício, como no anterior, a cabeça deve ficar no sentido da frente. Fazer cerca de 10 vezes para um lado e 10 vezes para o outro lado.
O exercício anterior pode ser feito olhando lateralmente para o Sol da manhã, não muito forte ou ao entardecer. Neste caso, fazer o exercício, deitado ou sentado, com os olhos fechados.
Num quarto escuro, à noite, expor os olhos num "fixoscópio" de 3 cores: azul, vermelho e verde. O fixoscópio pode ser feito com a ajuda de uma lanterna. Primeiramente, expor os dois olhos com o feixe de luz vermelha, durante 3 minutos; depois, com luz verde e, finalmente, com luz azul (também com 3 minutos de exposição para cada cor). Para glaucoma, usar somente a luz verde, com exposição de 5 minutos diários.